• Museu sobre o Titanic

    Um gigantesco museu consagrado ao Titanic abriu suas portas em Belfast neste sábado, a poucos dias do centenário do naufrágio deste navio, construído na província britânica da Irlanda do Norte.

    Os estaleiros de Belfast trabalharam durante três anos na construção do barco, o maior do mundo na época, e dez meses em seu design interior.
    Várias personalidades políticas da Irlanda do Norte, assim como uma testemunha do lançamento do navio em 1911, estavam presentes na abertura do centro.
    “Meu pai e minha mãe me levaram ao estaleiro naval de Workman and Clark para ver seu lançamento”, contou Cyril Quigley, que hoje tem 105 anos.
    “Vi essa coisa enorme deslizar em direção à água. Tinha apenas quatro anos e meio”, acrescentou esta contadora aposentada.

    O Titanic naufragou em sua viagem inaugural de Southhampton (Grã-Bretanha) a Nova York, depois de ter se chocado com um iceberg na madrugada de 15 de abril de 1912. O naufrágio deixou mais de 1.500 mortos dos 2.200 passageiros.

    O novo museu dedicado ao navio não tem objetos de época. Tudo é novo, recriado como os originais, do mobiliário às louças, e os efeitos especiais e experiências em terceira dimensão levam o visitante à lenda.

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  • A origem da fitinha do Senhor do Bonfim

    Diz a tradição que o uso das fitas de diversas cores que hoje em dia chamamos de FITAS DO SENHOR DO BONFIM advém do antigo costume de usar tiras de roupas de santos, para dar sorte ou proteção.

    Com o correr dos tempos, porém, roupas de santos tornaram-se cada vez mais difíceis de serem encontradas, sendo aos poucos substituídas por fitas coloridas que, ainda dentro da crença popular, devem se atadas três vezes ao redor do pulso esquerdo e amarradas com três nós, aos quais correspondem três pedidos.

    Dentro do sincretismo religioso brasileiro, muito influenciado pelas religiões africanas, as cores das fitas correspondem às dos Orixás que, por sua vez, correspondem aos anjos da guarda católicos.

    Atualmente estas fitas do Senhor do Bonfim são do comprimento do braço da estátua dita milagrosa do Senhor do Bonfim, que se encontra na igreja do mesmo nome, em Salvador, Bahia. Use-a e boa sorte!

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  • Berlim: A cidade de quase 900 anos que sempre renasce

    Berlim renasce permanentemente desde sua fundação em 1231. A cidade foi o epicentro do império prussiano, passou por duas guerras mundiais e uma guerra fria para virar capital da Alemanha unificada em 1991. Após a queda do nazismo, mais de 75 % de seus edifícios tiveram de ser reconstruídos, e no período pós-Guerra Fria a cidade passou por uma larga modernização, fazendo com que Berlim renascesse mais uma vez, sob a forma de cidade moderna, agitada e criativa.

    O Reichstag, parlamento alemão, passou por uma reforma controversa que simbolizou o novo período da cidade. A antiga cúpula incluída no desenho original do prédio em 1894 e destruída no incêndio de 1933 foi substituída após muitos anos por um grande cúpula desenhada pelo arquiteto Norman Foster. A estrutura de vidro e aço, erguida sobre a câmara do parlamento, tem um eixo central composto por espelhos que concentram a luz do sol para levá-la para dentro do prédio e uma vista panorâmica de 360 graus sobre Berlim. Graças à cúpula, o Reichstag virou uma importante atração turística, visitada por mais de 15 milhões de pessoas desde que foi construída. É indispensável reservar a sua entrada no site do Bundestag (nome do parlamento em alemão) e há um restaurante no alto do local.

    Outro símbolo da febre de construção que tomou a cidade após a queda do muro, a Postdamer Platz foi um laboratório para os arquitetos e suas correntes de modernidade. A praça, dividida em distritos que levam os nomes de marcas como Daimler Chrysler e Sony, com arranha-céus imponentes e estruturas futuristas, é um centro de encontro dos habitantes de Berlim que lotam suas lojas, bares, restaurantes e cinemas. Para os turistas e homens de negócios, a Postdamer Platz tem hotéis luxuosos como o Ritz-Carlton e outros mais acessíveis como o Novotel ou mesmo o Íbis.

    Até a tradicional Pariser Platz, com prédios da época prussiana, recebeu um toque inesperado de modernidade no começo dos anos 2000, quando a DZ Bank encomendou ao arquiteto Frank Gehry um teto de vidro futurista para seu prédio frente à porta de Brandenburgo.

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  • Conheça a origem da cachaça

    A palavra cachaça é de origem polêmica. Algumas versões dadas por pesquisadores são:
    Do castelhano CACHAZA, vinho que era feito de borra de uva;
    Da aguardente, que era usada para amaciar a carne de porco (CACHAÇO);
    Da grapa azeda, tomada pelos escravos e chamada por eles de cagaça.
    A cachaça é genuinamente nacional. Sua história remonta ao tempo da escravidão quando os escravos trabalhavam na produção do açúcar da cana de açúcar. O método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas.
    Ocorre que, por vezes, o caldo desandava e fermentava, dando origem a um produto que se denominava cagaça e era jogado fora, pois não prestava para adoçar. Alguns escravos tomavam esta beberagem e, com isso, trabalhavam mais entusiasmados.
    Os senhores de engenho por vezes estimulavam aos seus escravos, mas a corte portuguesa, vendo nisto uma forma de rebelião, proibia que a referida bebida fosse dada aos negros, temendo um levante.
    Com o tempo esta bebida foi aperfeiçoada, passando a ser filtrada e depois destilada, sendo muito apreciada em épocas de frio. O processo de fermentação com fubá de milho remonta aos primórdios do nascimento da cachaça e permanece até hoje com a maior parte dos produtores artesanais.
    Existem atualmente pesquisas de fermentação com diversos produtos denominados enzimas que, aos poucos, estão substituindo o processo antigo.
    A cachaça sempre viveu na clandestinidade, sendo consumida principalmente por pessoas de baixa renda e, por isto, sua imagem ficou associada a produto de má qualidade. Mas atualmente ela ascendeu a níveis nunca antes sonhados e hoje é uma bebida respeitada e apreciada mundialmente, já tendo conquistado a preferência de pessoas de alta classe e sendo servida em encontros políticos internacionais e eventos de toda espécie pelo mundo afora.

    Por isso, o Brasil na Bagagem conta com lindos kits de cachaça para presentear. Nunca se esqueça: presentes do Brasil para estrangeiros é no Brasil na Bagagem

  • Os brasileiros são os terceiros da lista que mais gastam nos EUA

    Desde 2003, os brasileiros aumentaram suas despesas nos EUA em 250%, o que os levou a escalar quatro colocações no ranking, deixando para trás franceses, australianos, sul-coreanos e alemães. A valorização do Real e o aumento dos preços dentro do País são alguns dos motivos que geraram esse aumento.
    No entanto, estas estatísticas não incluem dados dos cidadãos mexicanos e canadenses, já que suas despesas no país não costumam ser por motivos turísticos, embora o volume de suas compras os coloque no topo da lista.
    Além de um aumento nas despesas, as previsões do Departamento de Comércio incluíram um aumento no número de turistas brasileiros nos Estados Unidos. Cálculos indicaram que cerca de 1,4 milhão de brasileiros visitarão os EUA neste ano, e que este número dobrará em 2016.

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  • As réplicas da Casa Branca pelo mundo

    Antes, os turistas podiam ser guiados pelos coloridos salões da residência presidencial dos Estados Unidos. Hoje, em Washington, só resta a visão de longe. Quem quiser chegar mais perto, ou até comprar o famoso edifício, vai ter que se satisfazer com alguma das versões extra-oficiais. E o pior é que o governo americano não pode nem reclamar da pirataria. Confira réplicas da Casa Branca pelo mundo:

    Casinha Branca
    Na cidade de Klagenfurt, na Áustria, o parque Minimundus exibe uma cópia idêntica do famoso edifício de Washington, com uma diferença: o tamanho. A original é 25 vezes maior do que a réplica austríaca, que está instalada bem em frente a um minicastelo alemão. No total, o parque dispõe de 150 monumentos em miniatura. (www.minimundus.at)

    Vende-se
    Nem a Casa Branca escapou da crise imobiliária e já foi colocada à venda. Estamos falando de uma versão de Atlanta, também nos Estados Unidos. Avaliado em U$ 9,88 milhões, o imóvel foi construído em 2001 por Fred Milani, americano nascido no Irã. Possui cinco quartos, piscina, um imenso jardim e, claro, um salão oval. (Endereço: 3687 Briarcliff Road NE, Atlanta, Georgia, EUA)

    Made in China
    Huang Qiaoling – proprietário de um império no setor turístico e um dos homens mais ricos da China – gastou US$ 10 milhões para ter sua própria Casa Branca em Hanzhou. Ela, porém, não é a única do país: sua fachada enfeita a ala executiva no golf club Pine Valley. (http://glh.to-dream.com/golf/index.html)

    Nada original:
    A Casa Branca teve lá suas inspirações pelo Velho Mundo. Seu primeiro projeto foi desenhado por um irlandês, James Hoban, que se inspirou na Leinster House, em Dublin, atual sede do Parlamento (www.oireachtas.ie). Também não dá para negar as semelhanças com o Château de Rastignac, em La Bachellerie, França. Dizem que Hoban nunca esteve lá, mas poderia ter recebido um palpite de Thomas Jefferson, já que o terceiro presidente dos Estados Unidos teria visitado a Ecole Spéciale d’Architecture de Bordeaux em 1789.

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  • Casa na China é feita com 400 milhões de peças de porcelana

    Durante 20 anos, o empresário chinês Zhang Lianzhi se dedicou a colecionar peças de porcelana. Em 2002, ele teve a grande ideia de sua vida ao adquirir uma antiguidade de outro tipo: um casarão francês secular, localizado na cidade de Tianjin, 80 quilômetros a sudeste de Pequim. No local, que já havia sido a residência de um ministro, resolveu montar seu museu.

    A grande originalidade do projeto de Zhang é a maneira como dispôs sua coleção. Em vez de abrigá-la em prateleiras com portas de vidro, protegidas do público e com iluminação especial, o empresário desenvolveu uma cola especial e fez da porcelana a decoração do edifício.

    O muro externo é coberto por três mil vasos e cristais que preenchem os espaços entre as peças. Em volta e sobre a casa, repousam mais de 700 metros de um excêntrico dragão voador, que com seu corpo escreve a palavra “China”. Parapeitos, portas e teto são cobertos por cacos de porcelana fabricada entre as dinastias Tang (618-907) e Qing (1644-1911).

    Não dá para evitar a comparação com a obra do arquiteto catalão Antoni Gaudí, embora a versão chinesa, inaugurada em 2007, tenha algo de kitsch. Além do dragão, a Yuebao House (conhecida como “China House”) tem cinco andares repletos de móveis antigos e figuras revestidas em pedaços de porcelana, inspiradas em poemas chineses tradicionais. No total, a casa exibe mais de 400 milhões de peças – 10 mil vasos, 5 mil tigelas, 300 leões de pedra, 300 estátuas budistas e mais de 20 toneladas de cristais naturais.

    Zhang Lianzhi investiu US$ 65 milhões na casa que abriu para visitação pública. Além do trabalhão para escolher que peça ia onde, o empresário teve de enfrentar críticas por estar tornando as antiguidades “imprestáveis”. Para ele, no entanto, foi só uma maneira diferente de preservar aquilo que considera um dos símbolos da China e de dar nova vida ao material, já que 80% da porcelana estava quebrada ou danificada.

    Serviço:
    Yuebao House (China House): Avenida Chifeng, 72 – Heping District – Tianjin – China

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  • Você sabe de onde surgiu a paçoca

    A Paçoca é uma comida de origem indígena feita a base de farinha de mandioca e carne seca. No Nordeste do Brasil a paçoca é um prato típico e muito degustado durante os festejos juninos. Em Minas Gerais existe um evento anual chamado Festa Nacional da Paçoca em Bonito de Minas que festeja a paçoca tradicional feita de carne bovina e em São Paulo, na cidade de Pilar do Sul existe o Festival da Paçoca. No Paraná a paçoca faz parte da tradição culinária.
    Paçoca de amendoim (do tupi po-çoc, “esmigalhar”) é um doce tradicional brasileiro à base de amendoim, farinha de mandioca e açúcar, típico da comida caipira do estado de São Paulo.
    É tradicionalmente preparada no Brasil para consumo nas festividades da Semana Santa e festas juninas. O preparo da paçoca para a Semana Santa, vai além da culinária em si, é um ritual cristão de valorização do amor e da harmonia em família. Há também as paçocas industrializadas que são vendidas e consumidas o ano inteiro. Entre estas, existem as chamadas paçoquinhas de amendoim tipo rolha, que são vendidas com a forma cilíndrica das rolhas e com uma cor que também se assemelha de certa forma à destas.

    Super legal né? No Brasil na Bagagem temos um kit presenteável com paçocas que é uma graça! Vale a pena conferir!

    Até a próxima!

  • Um tesouro escondido na região da Toscana

    Fora dos tradicionais roteiros turísticos (leia-se: não há hordas de gente e horas de fila em cada monumento), as muralhas de seu Centro Histórico guardam verdadeiros tesouros da arte e da arquitetura de vários momentos da história da humanidade. É de encher os olhos e o cartão de memória da câmera fotográfica.

    As edificações com torres típicas da Idade Média, os arcos romanos, as fachadas renascentistas, as igrejas revestidas de pedras, museus com peças etruscas e romanas e até ruínas de um anfiteatro romano estão lá, distantes alguns metros um do outro. E, por dentro desses monumentos todos, pinturas e afrescos de tirar o fôlego. Basta um dia para se viver uma verdadeira viagem ao passado.

    A cruz
    Um dos principais afrescos da pintura italiana fica na despojada igreja de San Francesco (Piazza de San Francesco, 1, Via Cavour). Trata-se da Lenda da Cruz Verdadeira, de Piero della Francesca (1416-1492), importantíssimo pintor do Quattrocento, como foi chamado o Renascimento do século XV.

    Em 300 m², o altar do templo ostenta a incrível história da árvore que teria dado origem à madeira da cruz em que Cristo morreu e outros desdobramentos do cristianismo. Uma das passagens, por exemplo, é a conhecida pintura O Sonho de Constantino, no qual o pintor italiano retrata o momento em que o imperador romano Constantino teria sonhado com a cruz e se convertido ao cristianismo. No ponto central do altar, está pendurado um crucifixo do século XIII.

    Depois de 15 anos de restauração, o afresco foi reaberto à visitação em 2000. A entrada à igreja é gratuita, mas para ter acesso mais de perto à pintura, paga-se 4 euros e só podem entrar 25 pessoas por vez.

    A catedral
    Saindo da igreja, sobe-se uma ladeira bem em frente (Via Cesalpino) e encontra-se a catedral ou duomo da cidade. Sua construção foi iniciada na segunda metade do século XIII e finalizada no início do século XX (com o campanário e a fachada). Lá está outro afresco, pequeno, de Piero della Francesca: Madalena.

    Das escadarias externas (de 1524) observa-se a onipresente torre do Palazzo Comunale. Anda-se um pouco mais (Via Ricasoli), vira-se uma esquina (Via dei Pileati), desce-se uma ladeira (Corso Itália) e chega-se à igreja Santa Maria della Pieve, com suas deliciosas fileiras românicas de arcos e colunas na fachada.

    Uma grande praça
    Não bastasse tudo isso, Arezzo ainda presenteia o turista com a Piazza Grande, o coração do Centro Histórico. Em forma de trapézio, o espaço fica num plano inclinado e é cercado por prédios medievais (as torres de novo) e renascentistas, como as arcadas da galeria, projetada pelo pintor, arquiteto e escritor Giorgio Vasari, que nasceu em Arezzo em 1511, e foi o primeiro a grafar o termo Renascimento em seus livros. Aliás, sua casa, construída em 1540, agora abriga um museu em sua homenagem.

    Na Piazza Grande, todo primeiro domingo do mês acontece, há 40 anos, a tradicionalíssima Feira de Antiguidades, uma das mais importantes da Europa. É lá também que duas vezes por ano (no primeiro domingo de setembro e na noite do penúltimo sábado de junho) realiza-se a Giostra del Saracino. Uma evocação aos tempos medievais, com disputa entre cavaleiros, roupas típicas, bandeiras e tudo o mais de direito.

    Ao sul do Centro Histórico ficam o Museu Arqueológico e o Anfiteatro Romano, na via Margaritone, paralela ao Corso Itália. Lá estão as ruínas da primeira fase da cidade, cuja origem remonta aos etruscos.

    Filme
    Quer conhecer melhor a cidade antes de se deliciar pessoalmente? Então alugue A Vida é Bela (1997). O local é cenário do filme que Roberto Benigni dirige e atua. E é onde passeia com sua bicicleta gritando “Buongiorno pincipessa”.

    Quando estiver lá, caminhe pelas suas ladeiras, entre nas lojas de comidinhas, nas de roupas (algumas de grife) e nas de suvenires (bem mais baratos de que em outros pontos turísticos). Perca-se no tempo e leve boas e saborosas lembranças para casa.

    Serviço
    Localização: De Florença a Arezzo são 75 km pela auto-estrada A1 pedagiada (cerca de 10 euros). Se quiser pegar uma estrada vicinal, sem pedágio, que corta os campos da Toscana, siga pela SS 69. Você vai se deparar com paisagens magníficas, compostas por oliveiras e vinhedos. Sem dúvida, um roteiro inesquecível.

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  • Dicas para amenizar o Jet Lag em viagens longas

    Fuso horários afeta o organismo drasticamente. Há quem sinta enjoos, irritação, dificuldades de concentração, cansaço, insônia, entre tantos outros sintomas que o jet lag pode causar e que varia de pessoa para pessoa e de viagem para viagem. As sugestões mais frequentes para amenizar o problema, como não cochilar, fazer caminhadas durante o dia e evitar cafeína, quase nunca funcionam. Assim, muitos turistas procuram drogarias para comprar remédios que minimizem os incômodos do Jet lag.

    Infelizmente ainda não existe um único remédio capaz de acabar com o problema, mas há coquetéis que podem ajudar e que devem ser tomados sob prescrição médica, como sugeriu o site BBC.
    Para acordar
    Ao invés de estimular a sonolência, alguns remédios como os de princípio ativo armodafinil e modafinil ajudam o turista a ficar acordado e em estado de alerta, servindo para o tratamento da sonolência diurna relatada por muitos portadores de jet lag.
    Tecnicamente são medicamentos usados no tratamento de doenças sérias como narcolepsia e apneia, mas os médicos podem prescrevê-los de maneira não oficial para tratar jet lag. Alguns laboratórios até já tentaram oficializar os medicamentos como úteis para o problema junto ao órgão norte-americano Food and Drug Administration (FDA), realizando até testes em humanos, mas o órgão não regularizou o uso para o tratamento de Jet lag.
    Alla Kirsch, médica especializada em medicina do turismo contou que raramente usa este tipo de medicação em seus pacientes, a não ser que eles tenham a necessidade de se manterem acordados quando chegam em seus destinos. “Esse tipo de prescrição gera diversas discussões no meio médico”, contou.
    Sono profundo
    Médicos e viajantes estão mais acostumados com remédios que ajudam a dormir, pois se adaptar ao fuso local é essencial para reduzir os efeitos do jet lag. Assim, drogas como zolpidem, eszoplicone e zaleplon são algumas das mais populares entre aqueles que viajam frequentemente, pois agem rapidamente, mas não deixam a pessoa apagada por mais do que cinco horas. Além disso, não causam sonolência ao longo do dia.
    Alguns turistas preferem remédios prescritos para ansiedade, como alprazolam e diazepam. “Além de ajudar a dormir, acalmam sem sedar”, explicou Alla Kirsch. Há ainda quem use remédios para enjoo e antialérgicos que não precisam de prescrição médica, pois causam sonolência. Todavia, muitos turistas se queixam de efeito ressaca.
    Quem optar por ingerir medicamentos para relaxar no avião deve passar bem longe de bebidas alcoólicas, beber bastante água e procurar se alongar antes e depois do sono. “Ficar muito tempo na mesma posição no avião pode facilitar o aparecimento de tromboses e coágulos”, disse a médica.
    A forma sintética da melatonina, um hormônio secretado pelo organismo de acordo com a presença ou ausência de luz solar é outro mecanismo adotado por turistas que querem fugir do jet lag. Ingerir entre um e três gramas do medicamento durante voos longos ajuda a ajustar o ritmo circadiano, que é organizado pela luz solar. “O tempo de uso é baseado no perfil individual e no tempo de voo do itinerário”, disse Bill Ashton, da empresa californiana StopJetLag, que prepara dietas especiais para viajantes que sofrem do mal. Em alguns países, como Canadá e Reino Unido, a melatonina sintética não é encontrada à venda, mas nos Estados Unidos ela é vendida como um suplemento alimentar.
    Outros produtos

    Há uma grande variedade de coquetéis que prometem dar fim ao jet lag. Alguns são combinações de ervas que evitam a desidratação, aumentam a imunidade e melhoram a circulação; outros, combinam vitaminas do complexo B, sucos de frutas, melatonina sintética e raízes calmantes. Todavia, consultar um médico antes ou durante a viagem é ainda o meio mais eficaz de reduzir os incômodos da diferença de fuso, sem correr riscos de comprometer a saúde.

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